A Última Loucura de Mel Brooks (Mel Brooks, 1976)
Brooks faz muito mais do que apenas homenagem e recria a comédia slapstick em plena década de setenta, atualizando os seus temas mas mantendo o exagero e o nonsense típico das situações ligadas apenas por um fio condutor. o velho não perdoa e trata sobre sexualidade, alcoolismo e a guerra de artistas e povo x indústrias e corporações de forma pra lá de crítica e explícita.
e, muito além de ser mera provocação estética (afinal, vai buscar inspiração em uma coisa que não era praticada há 40 anos, e ainda o faz com uma temática provocadora), é um filme pra lá de engraçado, com algumas das melhores gags visuais já boladas por Mel. 
4/5

A Última Loucura de Mel Brooks (Mel Brooks, 1976)

Brooks faz muito mais do que apenas homenagem e recria a comédia slapstick em plena década de setenta, atualizando os seus temas mas mantendo o exagero e o nonsense típico das situações ligadas apenas por um fio condutor. o velho não perdoa e trata sobre sexualidade, alcoolismo e a guerra de artistas e povo x indústrias e corporações de forma pra lá de crítica e explícita.

e, muito além de ser mera provocação estética (afinal, vai buscar inspiração em uma coisa que não era praticada há 40 anos, e ainda o faz com uma temática provocadora), é um filme pra lá de engraçado, com algumas das melhores gags visuais já boladas por Mel. 

4/5

Mr. Arkadin (Orson Welles, 1955)
apesar de Robert Arden é horrível como protagonista, o filme se supera com sua direção totalmente anti-convencional, com encenação em uma enorme profundidade de campo, ângulos, enquadramentos e alturas de câmera para lá de tortos e raccords desconfortáveis.  narrativamente, consegue fazer conceitos desafiadores ser resolvido de forma fácil - a trama investigativa do filme chega a ter um flashback dentro de um flashback.
a trama, com sua ambiguidade moral explícita e o jogo de gato-e-rato quase maníaco entre protagonista e antagonista, só mostra como Welles estava à frente do seu tempo na maioria dos campos - tanto estético-narrativo quanto temático. 
é por causa de filmes que nem esse que ninguém contesta que Welles era um dos maiores de todo - e que só mexe com a nossa cabeça mais a cada filme.
4/5

Mr. Arkadin (Orson Welles, 1955)

apesar de Robert Arden é horrível como protagonista, o filme se supera com sua direção totalmente anti-convencional, com encenação em uma enorme profundidade de campo, ângulos, enquadramentos e alturas de câmera para lá de tortos e raccords desconfortáveis.  narrativamente, consegue fazer conceitos desafiadores ser resolvido de forma fácil - a trama investigativa do filme chega a ter um flashback dentro de um flashback.

a trama, com sua ambiguidade moral explícita e o jogo de gato-e-rato quase maníaco entre protagonista e antagonista, só mostra como Welles estava à frente do seu tempo na maioria dos campos - tanto estético-narrativo quanto temático. 

é por causa de filmes que nem esse que ninguém contesta que Welles era um dos maiores de todo - e que só mexe com a nossa cabeça mais a cada filme.

4/5

Politicamente Incorreto (Warren Beatty, 1998)
amparado pelos acordes de Morricone e a fotografia sempre espetacular de Storaro, Beatty fez essa mistura de comédia satírica com trama de suspense. é tentando equilibrar os dois pesos na balança que o roteiro mostra que poderia melhorar bastante, já que a parte de comédia política é anos-luz melhor que a parte do suspense.
acrescentar romance e melodrama no final, não deixou o filme mais sério. deixou mais bobo e inocente até. se o filme mergulhasse sem medo no humor político absurdo e nunca mais voltasse, tinha sérias chances de ser uma obra-prima.
mas no geral, é um bom filme, acima da média, e Beatty é um dos caras mais responsa que já passaram pelo cinema. 
3,5/5

Politicamente Incorreto (Warren Beatty, 1998)

amparado pelos acordes de Morricone e a fotografia sempre espetacular de Storaro, Beatty fez essa mistura de comédia satírica com trama de suspense. é tentando equilibrar os dois pesos na balança que o roteiro mostra que poderia melhorar bastante, já que a parte de comédia política é anos-luz melhor que a parte do suspense.

acrescentar romance e melodrama no final, não deixou o filme mais sério. deixou mais bobo e inocente até. se o filme mergulhasse sem medo no humor político absurdo e nunca mais voltasse, tinha sérias chances de ser uma obra-prima.

mas no geral, é um bom filme, acima da média, e Beatty é um dos caras mais responsa que já passaram pelo cinema. 

3,5/5

O Retorno da Maldição - A Mãe das Lágrimas (Dario Argento, 2007)
rever só fez crescer no meu conceito. na trilogia das mães, fica atrás apenas de Suspiria pra mim. 
4/5

O Retorno da Maldição - A Mãe das Lágrimas (Dario Argento, 2007)

rever só fez crescer no meu conceito. na trilogia das mães, fica atrás apenas de Suspiria pra mim. 

4/5

Mansão do Inferno (Dario Argento, 1980)
quanto mais eu revejo, mais surtado fica. um filme de terror absolutamente absurdo e psicodélico.
(e a cena do açougueiro ainda continua como uma das mais épicas das últimas décadas!!!)
3,5/5

Mansão do Inferno (Dario Argento, 1980)

quanto mais eu revejo, mais surtado fica. um filme de terror absolutamente absurdo e psicodélico.

(e a cena do açougueiro ainda continua como uma das mais épicas das últimas décadas!!!)

3,5/5

Quatro Moscas no Veludo Cinza (Dario Argento, 1971)
http://cinecafe.wordpress.com/2011/10/17/quatro-moscas-no-veludo-cinza-dario-argento-1971/
4/5
Gatinhas e Gatões (John Hughes, 1984)
custava traduzir o título original, Sixteen Candles (16 Velas)? dá até vergonha de falar que eu assisti um filme chamado Gatinhas e Gatões… 
enfim, belo e simpático início de carreira para Hughes. filme já bastante sensível, ainda que meio formulaico e expositivo demais nos diálogos. mas já dá pra notar muitos dos traços de estilo, como tomadas longas, encenação em profundidade e a preferência majoritária por enfocar adolescentes e seus dramas, de forma leve e descontraída, mas nem por isso carecendo de profundidade. aqui, talvez, carecia de maturidade.
maturidade que ele pegou rápido, afinal nos dois anos seguintes ele dirigiria O Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado, então… mesmo não sendo grande filme, dá prazer de ver o surgimento de um artista tão único dos anos 80.
(e a Molly Ringwald era um pitéuzinho, mesmo fazendo cara de quem tava sentindo cheiro de peido por 90% do tempo hahaha)
3/5

Gatinhas e Gatões (John Hughes, 1984)

custava traduzir o título original, Sixteen Candles (16 Velas)? dá até vergonha de falar que eu assisti um filme chamado Gatinhas e Gatões… 

enfim, belo e simpático início de carreira para Hughes. filme já bastante sensível, ainda que meio formulaico e expositivo demais nos diálogos. mas já dá pra notar muitos dos traços de estilo, como tomadas longas, encenação em profundidade e a preferência majoritária por enfocar adolescentes e seus dramas, de forma leve e descontraída, mas nem por isso carecendo de profundidade. aqui, talvez, carecia de maturidade.

maturidade que ele pegou rápido, afinal nos dois anos seguintes ele dirigiria O Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado, então… mesmo não sendo grande filme, dá prazer de ver o surgimento de um artista tão único dos anos 80.

(e a Molly Ringwald era um pitéuzinho, mesmo fazendo cara de quem tava sentindo cheiro de peido por 90% do tempo hahaha)

3/5

Noite e Neblina (Alain Resnais, 1955)
quem se impressiona com os ataques de niilismo adolescente de A Serbian Film, não irá aguentar os primeiros 5 minutos do filme de Resnais. não apenas por ser um documentário (ou seja, tudo de verdade), mas por apontar a câmera infinitamente mais embaixo no clima geral de terror e desesperança. é tudo muito, muito triste e nojento.
o conceito de “cinema de edição” da Cahiers/Nouvelle Vague que Godard tornaria famoso já aparece aqui, procurando, através de som, fotos e imagens em movimento não apenas exibir os horrores da guerra, mas criar um universo diegético e construir uma sensação, construindo todo aquele clima de memória afetada (reinante em toda filmografia do francês). direto e sincero, ainda hoje é um dos filmes mais impressionantes do cinema.
5/5

Noite e Neblina (Alain Resnais, 1955)

quem se impressiona com os ataques de niilismo adolescente de A Serbian Film, não irá aguentar os primeiros 5 minutos do filme de Resnais. não apenas por ser um documentário (ou seja, tudo de verdade), mas por apontar a câmera infinitamente mais embaixo no clima geral de terror e desesperança. é tudo muito, muito triste e nojento.

o conceito de “cinema de edição” da Cahiers/Nouvelle Vague que Godard tornaria famoso já aparece aqui, procurando, através de som, fotos e imagens em movimento não apenas exibir os horrores da guerra, mas criar um universo diegético e construir uma sensação, construindo todo aquele clima de memória afetada (reinante em toda filmografia do francês). direto e sincero, ainda hoje é um dos filmes mais impressionantes do cinema.

5/5

O Último Grande Herói (John McTiernan, 1993)
incrivelmente subestimado e esquecido. Shane Black, antes de decair imensamente, tinha uma criatividade fora do comum pra criar filmes com abordagens originais dentro de fórmulas já gastas. divertido e referencial, este filme é uma declaração quase ingênua de amor ao cinema. e poucos caras seriam tão indicados pra direção quanto McTiernan - pra mim, um dos reis dos filmes de ação contemporâneos ao lado de Walter Hill.
3,5/5

O Último Grande Herói (John McTiernan, 1993)

incrivelmente subestimado e esquecido. Shane Black, antes de decair imensamente, tinha uma criatividade fora do comum pra criar filmes com abordagens originais dentro de fórmulas já gastas. divertido e referencial, este filme é uma declaração quase ingênua de amor ao cinema. e poucos caras seriam tão indicados pra direção quanto McTiernan - pra mim, um dos reis dos filmes de ação contemporâneos ao lado de Walter Hill.

3,5/5

As Canções (Eduardo Coutinho, 2011)
bom demais. incrível como Coutinho consegue fazer emocionar, copiosamente, com tão poucos elementos diegéticos. é incrível como a lucidez do diretor continua afiadíssima e seu discurso continua firme e forte na sua vocação de dar voz para pessoas que normalmente não são ouvidas. e, nesse caso, através da música. incrível como, de uma idéia tão simples, foi construído um painel tão diverso e cativante.
4,5/5

As Canções (Eduardo Coutinho, 2011)

bom demais. incrível como Coutinho consegue fazer emocionar, copiosamente, com tão poucos elementos diegéticos. é incrível como a lucidez do diretor continua afiadíssima e seu discurso continua firme e forte na sua vocação de dar voz para pessoas que normalmente não são ouvidas. e, nesse caso, através da música. incrível como, de uma idéia tão simples, foi construído um painel tão diverso e cativante.

4,5/5